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"O desempenho de uma empresa é baseado em soluções e problemas, se for um problema, tem solução! Se não tem solução, então não deve ser um problema. Não existe um caminho novo. O que existe de novo é o jeito de caminhar e é bom saber que a gente tropeça sempre nas pedras pequenas, porque as grandes a gente enxerga de longe, e saber administrar essas situações é o que caracteriza um comportamento otimista e de prosperidade."

quinta-feira, 26 de julho de 2012

CONSTRUÇÃO CIVIL EM QUEDA (?!)

Economia desaquecida afeta setor da construção Civil


A desaceleração da economia afetou a indústria da construção, cujo nível de atividade caiu em junho, pelo segundo mês consecutivo, registrando 47,7 pontos sobre maio, informou a Sondagem Indústria da Construção, divulgada nesta quinta-feira, 26 de julho, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em relação ao nível de atividade que costuma ocorrer nos meses de junho, o indicador foi de 45,3 pontos, o menor nível da série histórica, iniciada em dezembro de 2009. Os índices variam de 0 a 100. Valores superiores a 50 indicam atividade aquecida, e abaixo, atividade desaquecida. A Sondagem da Indústria da Construção foi realizada entre os dias 2 e 13 últimos com 426 empresas, das quais 138 de pequeno porte, 186 médias e 102 grandes.

O desempenho negativo da indústria da construção em junho atingiu todos os setores – Construção de edifícios, Obras de infraestrutura e Serviços especializados, como assentamento de azulejos, por exemplo – e todos os portes de empresa – pequenas, médias e grandes. A pior performance no indicador do nível de atividade efetivo em relação ao usual, com 44,6 pontos em junho, foi do setor Serviços especializados. O setor Construção de edifícios registrou 45 pontos, contra 47,5 pontos em maio, enquanto para Obras de infraestrutura este índice atingiu 47,2 pontos, um pouco melhor do que no mês anterior, quando fora de 46,1 pontos, mas aquém da linha dos 50 pontos.


A pesquisa detectou queda também no número de empregados, cujo indicador situou-se em 47,8 pontos em relação a maio – abaixo, portanto, da linha divisória dos 50 pontos. A redução no emprego, que este ano só fora registrada em janeiro, foi mais intensa nas médias empresas, com 47 pontos, contra 48 pontos nas grandes e 48,4 pontos nas de pequeno porte.


Realizada em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a Sondagem Indústria da Construção apontou queda, igualmente, na Utilização da Capacidade de Operação da Indústria da Construção (UCO), pelo segundo mês consecutivo. A UCO, variável que mede o percentual utilizado no mês do volume de recursos, mão de obra e maquinário e começou a ser calculada em janeiro, foi de 69% em junho, quando em maio atingira 71%.


Insatisfação - O economista da CNI Danilo Garcia assinala que, embora o setor da construção não seja afetado diretamente pela crise econômica internacional, por se restringir praticamente só ao mercado interno, foi atingido pelo desdobramento da crise nos demais setores da economia doméstica.


“Pela sua importância no estímulo à economia, na geração de emprego e renda e pela sua expressiva participação nos investimentos do país, é fundamental que a indústria da construção seja observada com atenção”, sugere a CNI na análise econômica da pesquisa.


Garcia não vê perspectivas da atividade da indústria da construção recuperar o fôlego neste segundo semestre. “Não há sinais de recuperação até o final do ano”, sentencia.


Pela primeira vez desde que a Sondagem Indústria da Construção foi iniciada, em dezembro de 2009, a situação financeira da empresa não foi bem avaliada, atingindo 48,8 pontos no segundo trimestre. Os empresários consultados pela pesquisa se declararam insatisfeitos também com a margem de lucro operacional no segundo trimestre, com o indicador atingindo 44,8 pontos. O acesso ao crédito continuou avaliado como difícil, com 46,7 pontos. Valores abaixo de 50 indicam insatisfação com o lucro, situação financeira e acesso ao crédito difícil.


Os efeitos do desaquecimento da economia na indústria da construção fizeram com que, entre os principais problemas listados pelas empresas do segmento nas pesquisas trimestrais, a questão da falta de demanda tenha crescido em relação ao primeiro trimestre, apontada por 23% das pequenas, 26,6% das médias e 21,6% das grandes empresas.

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PLANO BRASIL MAIOR

CNI diz que Plano Brasil Maior surtirá melhores efeitos na indústria


As medidas do Plano Brasil Maior, somadas à redução dos juros e à liberação de recursos para investimentos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), devem ajudar a economia brasileira a se recuperar em 2013, na avaliação do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade. Em reunião do Fórum Nacional da Indústria, na última sexta-feira, 20.07, em São Paulo, disse não acreditar que as decisões do Plano Brasil Maior surtam efeito a ponto de recuperar a produção ainda este ano, mas sim no próximo.

“Não acreditamos em uma retomada no segundo semestre porque a indústria ainda está com estoques muito elevados, mas a tendência é que melhore. Para 2013,  prevemos um crescimento da economia em torno de 3% ou 4%. Todas essas medidas levam um tempo para surtir efeito, mas um bom resultado é que elas já estão aumentando o otimismo e revertendo a expectativa negativa dos empresários”, declarou Andrade, após a reunião do Fórum Nacional da Indústria, que congrega dirigentes de 44 associações nacionais setoriais e das federações de indústrias dos estados.


Novo pacote – O presidente da CNI anunciou que o empresariado da indústria espera novas medidas que ajudem a recuperar a competitividade do setor. Defendeu, entre elas, a redução do custo de energia elétrica, a extensão a mais setores da desoneração da folha de pagamentos, a dinamização dos investimentos em aeroportos e a concessão à iniciativa privada das administrações dos portos. “Estamos esperando para agosto um novo pacote de medidas. É preciso dar incentivos para a indústria crescer”, assinalou.


As propostas de ampliação do Plano Brasil Maior, discutidas na reunião do Fórum Nacional da Indústria, serão encaminhadas por Andrade ao governo na reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) marcada para o próximo dia 2 de agosto. O CNDI é o  organismo responsável pela gestão do Plano Brasil Maior.


O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, que participou da reunião do Fórum, defendeu a agilização das Parcerias Público Privadas, as PPPs como um dos mecanismos para melhorar a infraestrutura.  “Precisamos trabalhar as PPPs. Se não caminharmos para esse lado, vamos ter poucos investimentos em infraestrutura”, advertiu.


O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Base (Abdid), Paulo Godoy, reforçou a argumentação de Safady Simão. “O governo dá sinais de que vai liberar novas concessões para rodovias, ampliar as dos aeroportos, abrir para portos, e que vai desonerar a tarifa de energia elétrica. São medidas importantes para aumentar o poder de competição da  indústria”, concluiu Godoy.

INSS DO TRABALHADOR

Empresa será obrigada a informar sobre INSS a funcionário

As empresas serão obrigadas a informar aos trabalhadores, mensalmente, os valores recolhidos ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) sobre o total de sua remuneração.
A determinação está na lei 12.692, sancionada pela presidente Dilma Rousseff e publicada no "Diário Oficial" da União de quarta-feira.
O governo ainda vai regulamentar o tipo de documento que terá essa informação.
Hoje o contracheque mostra o desconto referente à contribuição previdenciária, e não aquele que o empregador efetivamente recolheu. Portanto, não há como o trabalhador detectar se houve sonegação no recolhimento.
A nova lei ainda obriga o INSS a enviar aos segurados ou à empresa, sempre que for solicitado, o extrato relativo ao recolhimento das contribuições previdenciárias.
O Ministério da Previdência Social não soube informar de que forma o extrato do instituto será enviado nem como o pedido deverá ser feito.
Os trabalhadores já podem receber em casa, mediante solicitação à Caixa Econômica Federal, o extrato do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). O documento também pode ser obtido nos caixas eletrônicos, desde que se tenha o cartão do cidadão. 

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quarta-feira, 25 de julho de 2012

NOVOS NEGÓCIOS

Funil de ideias para um novo negócio

Muitas pessoas pensam em abrir um negócio, mas não sabem como chegar a uma ideia inovadora, com potencial para dar origem a uma empresa de sucesso. Essa ferramenta é dedicada a esses potenciais empreendedores.

O funil de ideias para um novo negócio
propõe duas abordagens. A primeira parte da vivência do empreendedor: sua origem, família, nível de formação, experiência profissional etc. A outra parte da observação do mercado. Seria interessante copiar algo que já existe? É possível identificar insatisfações ou problemas enfrentados por algum grupo de pessoas ou empresas? Quais são as grandes tendências de mercado?

Formuladas as perguntas, o resultado deve ser uma lista bastante extensa. Tome nota de tudo na própria ferramenta. Ou em outra folha de papel, se não couber. Para reduzir a lista, descubra quais dessas ideias são compatíveis com o seu perfil. Por fim, é necessário fazer uma análise de mercado para cada uma.


Usando um desses dois trajetos, ou uma combinação de ambos, o futuro empreendedor chegará a boas ideias, prontas para ser transformadas em planos de negócios.

ANALISE DE SWOT

Muito conhecida entre executivos de grandes empresas, a Analise de SWOT, uma ferramenta clássica da área de Administração, ainda é pouco adotada por micro e pequenas empresas. Ela é muito útil, pois incentiva o empreendedor a analisar a empresa de uma forma simples, objetiva e propositiva.
 
A ferramenta é recomendada para aprofundar o conhecimento a respeito do negócio e para análise contextual. O empreendedor deve identificar seus pontos fortes (strengths) e fracos (weaknesses), as oportunidades (opportunities) e as ameaças (threats) ao seu negócio. Em geral, as forças e fraquezas estão dentro da empresa, enquanto as oportunidades e as ameaças costumam ter origem externa.
 
A Análise SWOT também funciona como um guia para definir um plano de ações para reduzir os riscos e aumentar as chances de sucesso da empresa.

ESTRATÉGIA COMPETITIVA

5 Forças de Porter

Você conhece bem os concorrentes do seu negócio? Sabe ao certo o que faz melhor do que eles e em que pontos eles se destacam? A ferramenta 5 Forças de Porter é um clássico da Administração e, com algumas adaptações, pode ser usada também por pequenas empresas. Sua função é analisar o ambiente competitivo em que está a empresa, para determinar como ela deve ser posicionar diante dos concorrentes. Com esta ferramenta, o empreendedor pode ter uma visão mais ampla sobre a concorrência em seu mercado e se atentar para possíveis espaços vazios para preencher.

O uso é simples e é fundamental refletir sobre cinco contextos que fazem parte do negócio, respondendo a perguntas. A primeira é “Como é a rivalidade entre os concorrentes?”. Com ela, deve-se pensar na concorrência direta (produtos semelhantes, mesmo público-alvo). A segunda é “Quais são os produtos e serviços substitutos?”. Nesta, o empreendedor deve pensar no que pode substituir seu produto e sobre o que o consumidor fazia para resolver o problema antes. A terceira pergunta é “Qual é o poder de barganha dos fornecedores?”. Você está nas mãos de poucos fornecedores? Eles podem impactar diretamente em seu negócio com aumento de preço e prazos? Podem passar a fornecer apenas para um concorrente?
 
A quarta questão é “Como evitar/atrapalhar a entrada de novos concorrentes?”. No começo pode ser difícil responder, mas de que forma é possível criar barreiras para evitar a entrada de concorrentes? Como manter sua exclusividade e evitar que copiem seu negócio? A última pergunta é “Qual é o poder de barganha dos clientes?”. Para respondê-la é preciso pensar sobre o peso de cada consumidor. Eles são poucos ou muitos?

terça-feira, 24 de julho de 2012

EMPREENDIMENTO PARA SOBRAL

 ESTA CHEGANDO MAIS UM EMPREENDIMENTO EM SOBRAL!!!


AGUARDEM!!!

INDUSTRIA BRASILEIRA

As perspectivas para a indústria brasileira

"A importância dos produtos industrializados nas exportações totais brasileiras tem diminuído"

Para se fazer qualquer prognóstico sobre as perspectivas de qualquer sistema econômico, muitas variáveis devem ser analisadas. Algumas muito importantes, até. Listando essas variáveis, pode-se nominar: (a) O desenrolar da crise mundial; (b) As medidas de política econômica adotadas pelo governo de nível superior e seus possíveis impactos sobre a economia; (c) O comportamento dos entes econômicos locais; (d) As potencialidades do sistema econômico “auscultado”.
Dessa forma, como se pode ver, são muitas as dificuldades para se prognosticar o futuro em economia.
No caso da economia industrial brasileira, esta é ainda muito centrada em microindústrias e em indústrias chamadas tradicionais. De fato, em 2010, as microempresas industriais, em um montante de 140.303 estabelecimentos, representavam 83,63% de todo o parque fabril brasileiro. Por outro lado, também naquele ano, a indústria de transformação respondia por 65,55% do número de estabelecimentos industriais do País, e era responsável por 71,64% de todo o emprego industrial. Esses dois fenômenos determinarão, dadas as condições internacionais, como a indústria brasileira se comportará no segundo semestre.
Tendo em vista o problema internacional, poder-se-ia imaginar que o setor externo seria uma forte condicionante para o crescimento do setor industrial. Entretanto, até o momento, isso não tem ocorrido. De fato, apesar de a crise ter se instalado em setembro de 2008, desde 2007, essas exportações apresentam comportamento ascendente, haja vista que em 2007 a indústria brasileira exportou US$ 105,7 bilhões; em 2008, US$ 119,7 bilhões; em 2009, US$ 87,8 bilhões; em 2010, US$ 107,8 bilhões; e, em 2011, US$ 128,5 bilhões. O que se verifica é que a importância dos produtos industrializados nas exportações totais brasileiras tem diminuído desde aquele ano, quando esses produtos representavam 65,82% das exportações totais, e agora (até abril de 2012) estejam registrando um percentual de apenas 51,24%. Esses percentuais, desde 2007, têm apresentado comportamento declinante. Talvez tal fenômeno tenha determinado cunharem o Brasil como exportador de commodities.
Assim, no campo internacional, só nos resta esperar que a crise não se aprofunde.
No campo interno, é importante que o governo continue a adotar as políticas voltadas para o crescimento industrial, mas, em termos mais gerais, com a baixa da taxa de juros e o controle da taxa cambial.
Entretanto, é fundamental que o governo e os industriais se deem as mãos para a implantação de uma real política industrial no País.
Se isso ocorrer, as possibilidades de a indústria nacional voltar a crescer serão bastante plausíveis. Caso contrário, estaremos caminhando para uma efetiva desindustrialização.
 
Pedro Jorge Ramos Vianna e Coordenador da Unidade de Economia e Estatística do Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará

SUSTENTABILIDADE NA ENGENHARIA

A sustentabilidade da engenharia brasileira

Quando o assunto é inovação tecnológica no automóvel, a primeira pergunta que surge é sobre a origem do projeto. Em geral a ideia reinante é a de que novidades são sempre criadas lá fora.
A boa notícia é que, atualmente, já é possível afirmar que, na indústria automobilística, algumas matrizes reconhecem que a engenharia de suas filiais é capaz de desempenhar um papel mais relevante no contexto global.
Os fatos mostram que, sempre que desafiadas, as nossas operações locais responderam com equipes de engenharia de alto gabarito, formadas por profissionais especializados para atender a um mercado crescente e ávido por novidades.
Para ficar no exemplo clássico, a história do desenvolvimento do motor bicombustível para o automóvel foi escrita pela engenharia local desde que o País se engajou no projeto de expansão do uso veicular do etanol. Consagrada pelo mercado, praticamente a totalidade dos veículos produzidos aqui usa essa motorização.
Dito assim pode parecer simples, mas trata-se de um processo longo e minucioso, de inúmeras fases e elevados investimentos. No caso aqui citado, começamos com o suporte ao desenvolvimento de fornecedores, adaptação às condições locais e, na fase seguinte, intercâmbio de pessoal técnico, até chegarmos aos centros locais de desenvolvimento tecnológico de engenharia, hoje integrados globalmente e em condições de liderar projetos mundiais.
Competências à parte, a pergunta que fica é: - Poderá essa atividade local se sustentar no médio e longo prazo? As políticas atuais para o setor automotivo brasileiro serão suficientes para a promoção da competitividade da nossa engenharia?
Para debater sobre a competitividade da engenharia brasileira no cenário mundial e sobre os entraves à sua sustentabilidade, e detalhar os cases de sucesso no desenvolvimento local de tecnologia, o painel Veículos Leves do Congresso SAE BRASIL convidou lideranças da indústria brasileira, dia 2 de outubro, em São Paulo.
Para a comunidade da engenharia, a reflexão sobre todas essas questões é algo urgente e necessário.